Em Cruzeiro, eu te amo, apresento
a sugestão do projeto,
CRUZEIRO: POLO
TURÍSTICO
Todos nós temos
consciência da relevada importância, que desfruta a antiga residência de nossa
ilustre matriarca, carinhosamente conhecida como Dona Tita. Este casarão
histórico, foi o marco inicial, o pilar principal ou a grande “viga mestra”, que
por sobre ela, deu-se inicio ao antigo POVOADO DA ESTAÇÃO, terra de nossos
ancestrais.
Também é de nosso
conhecimento, e não poderia ser diferente, que muitas decisões importantes
foram tomadas naquele sítio, que viabilizaram sem duvida nenhuma, os primórdios
desta auspiciosa e hospitaleira cidade à qual orgulhosamente pertencemos.
Portanto, em vista do exposto acima, colocar-me-ia na condição de
“sentenciado”, se não concordasse em gênero número e grau, com a decisão de transformá-la
no atual MUSEU de nossa cidade.
Mas em que pese o alto
valor histórico e os motivos fortíssimos, que fizeram o poder público rotulá-la
com esta honrada finalidade, acabou a cidade de Cruzeiro ficando sem o seu
museu de VERDADE. E neste embalo de descuidos, encontra-se confinado em um
salão dentro deste mesmo casarão, um dos maiores acervos históricos que uma
cidade pode se dar ao luxo de possuir. E o qual, se encontra em perfeito estado
de conservação.
De bom também neste local,
fica a secular figueira, patrimônio da cidade, que bem poderia ser um cartão
postal de Cruzeiro, se não ficasse por demais escondida pelo arvoredo que
a circunda.
Por outro lado, a nossa
querida ESCOLA ESTADUAL ARNOLFO AZEVEDO, funciona num prédio antiqüíssimo, que fora
construído no inicio do século (1912), para atender as necessidades de uma
escola igualmente de sua época. Portanto, embora sabendo que haverá
sempre alguém que discordará de mim,
acredito que para uma escola contemporânea, o prédio hoje se encontra muito aquém de atender satisfatoriamente esta
necessidade, no que tange uma melhor distribuição de salas de aulas, salas para
computação, salas de projeção, auditórios, instalação de cabos elétricos, etc.
Sem contar ainda que onde ele se situa, expõem muito perigosamente ao trânsito
diário, seus alunos menores que freqüentam o curso primário.
Baseado nestas necessidades
prementes que certamente esta escola necessita, e que já não é de hoje. E
sabendo que o prédio em que funciona
atualmente, representa na verdade mais uma PRECIOSIDADE ARQUITETÔNICA do Município de Cruzeiro. E ainda, que constitui
verdadeiro crime contra a municipalidade cruzeirense, qualquer tentativa em redimensioná-lo
ou simplesmente tentar modificá-lo, para que venha atender as necessidades
do ATUAL currículo escolar. Torna-se, portanto necessário, procurar um novo
lugar onde o ensino possa ser atendido com a seriedade que lhe é devida.
Como bom munícipe (pelo
menos eu penso que sou), e conhecendo as aspirações de nossa população em querer
transformar nossa cidade num POLO TURÍSTICO, resolvi então dar o pontapé
inicial neste sentido. E dando asas à minha imaginação, proponho a
concretização deste sonho num projeto, que à primeira vista, pode até ser
tomado como utópico, mas se bem examinado, verão que ele é perfeitamente
viável. Assim pensando, descreverei abaixo seu conteúdo.
DO PROJETO
É sabido que todos os alunos desta escola (e são
muito poucos), moram nos bairros da periferia da cidade. Os alunos que moram no
centro, estudam em colégios particulares. Sendo assim, basta
transferi-los para as escolas de seus bairros de origem. Dessa forma então,
ficaríamos desimpedidos para efetuar as mudanças seguintes.
Transformação da Fazenda, em
um HORTO FLORESTAL. Para isto, torna-se necessário contratar um paisagista (e
aqui na cidade tem vários), para que o local seja devidamente decorado com
plantas exóticas e ao mesmo tempo, raras. Manter a figueira secular, mas
livre dos arbustos comuns ali existentes. Traçar ruelas
por entre os canteiros. Assentar bancos ao longo de suas ruas. Construir
uma fonte luminosa bem no centro ou um lago de águas cristalinas para criação
de peixes ornamentais. Construir um sanitário público, mas de padrão mais exigente.
Projetar um orquidário circular e fechá-lo com vidros, de forma a deixar
expostas à visitação publica, suas espécies ali cuidadas.
Em longo prazo,
poderá também ser construído um teleférico, que circunde a área do HORTO
FLORESTAL, explorando o maravilhoso cenário da SERRA DA MANTIQUEIRA ou,
fazê-lo um pouco mais extenso, para que partindo do HORTO, leve
passageiros para os pedalinhos do BOSQUE.
1 - O casarão, este poderá
expor seu mobiliário antigo e ainda receber doações de relíquias, que
por certo existem em poder dos habitantes mais antigos e abastados da cidade e
da região (para isto buscaremos o apoio
dos Jornais e das Rádios locais). Na verdade, o casarão voltaria a ter a
finalidade que sempre teve, ser uma FAZENDA MUSEU dentro do HORTO FLORESTAL.
2 - Transformação do
Prédio onde funciona a atual ESCOLA ESTADUAL ARNOLFO AZEVEDO, em MUSEU HISTÓRICO DE CRUZEIRO. Dessa
forma, o projeto alojará o museu em algumas salas separadas, como por exemplo,
uma sala, com os documentos e fotografias do período que antecedeu e que durou
o POVOADO DA ESTAÇÃO, outra com o período pós POVOADO DA ESTAÇÃO até a CRUZEIRO de hoje, outra com os motivos
ferroviários (ABPF) e THE MINAS AND RIO RAILWAY, em outra, a imprensa local,
contando os fatos desde os primórdios, até a data de hoje, em outra o
FRIGORIFICO, e em outra a REVOLUÇÃO DE 1932, e não se pode esquecer das demais firmas como Café Solúvel e FNV. E assim por diante.
3 - Todas as salas
devidamente enceradas e cada GRANDE VULTO DE CRUZEIRO, terá ali seu “cantinho”
particular. Na maioria dos casos (e sempre que isto for possível), seriam envolvidos os descendentes destes grandes ícones para cooperar nos gastos para
confecção destes “cantinhos”, que serão sempre iguais e padronizados . Demais
atividades culturais e ou, problemas concernentes à sua existência, seria
administrado pela diretoria, que por sua vez, será renovada a cada dois ou
três anos. O processo de abertura dos
cantinhos, nunca será fechado, e de
inicio começaria a trabalhar com alguns nomes, como por exemplo: Da.
Tita, Coronel José de Castro, Da. Albertina, Nicolino Ferrari, Pedro
Gussen, Sebastião Pinto, Geraldo Prado
Galhano, Dr. Othon Barcellos, Teodoro Quartin Barbosa, Major Hermógenes,
Antônio Conde, Da. Aurora Mota, Virgilio Antunes, Carlos Borromeu, José Campos,
Luis Quartim Barbosa, Maestro Lyrio Panicalli, Major Novaes, Capitão Neco,
Nesralla Rubes, Dr Carlos Varella, Dr Isaac Cerquinho, Eduardo Werneck, e outros.
4 - O trem de ferro, se acompanhado
mais de perto, poderá ser feito estações ao longo do seu trecho até o Túnel da
Serra. Estações estas que não faltariam motivos, para torná-las verdadeiros
pontos turísticos. Ex. Estação das Flores, Estação dos namorados, Estação
Japonesa, etc.
Os museus DEVEM sempre que
possível se situarem bem no meio do
movimento maior das cidades, para que
possam despertar interesse aos visitantes. E no nosso caso, como possuímos
esta alternativa, se levarmos o museu para o centro da cidade, ele por si
só, se tornará mais atrativo e ao mesmo tempo mais rentável.
Para tudo na vida, tem
que haver um começo. Posso até estar sendo pretensioso demais, ao me achar
capacitado para desenvolver um projeto tão sério e tão complexo como este. Mas,
se todo mundo tiver este pensamento, o Projeto “CRUZEIRO, POLO
TURÍSTICO”, nunca sairá definitivamente das cabeças de quem reclama.
Por outro lado, tenho
absoluta certeza, de que se eu conseguir juntar algumas cabeças pensantes em
torno de uma mesa e imbuídos deste mesmo ideal, este projeto sairá melhor do
que estas linhas que mal acabo de redigir. Sei que encontraremos
resistência por partes de alguns grupos isolados, pois todo movimento
polemiza de alguma forma. Mas também creio firmemente, que uma boa
Diretoria saberia sem duvida alguma, encontrar as saídas necessárias, para que o projeto decolasse e não morresse depois de iniciado.
“TURISMO É A MELHOR
INDUSTRIA QUE PODEMOS TRAZER PARA NOSSA CIDADE, PORQUE GERA EMPREGO, CIRCULA
DINHEIRO E NÃO POLUI COM CHAMINÉS O MEIO AMBIENTE”
A memória de uma cidade pode ser esquecida...
com o tempo. Cabe, portanto a nós, cidadãos, exercendo nossa cidadania
cuidarmos para que tal estado de coisas, jamais aconteça.
Nossa juventude é abalroada
todos os dias por uma verdadeira avalanche de maus exemplos, sempre rotulados
de heróis por uma mídia cada vez mais interesseira e capitalista – heróis de barro. E a cada dia esta
avalanche se torna mais sofisticada e objetiva, enquanto nossos jovens, por
falta de parâmetros sólidos, se tornam presas cada vez mais fáceis, deste
sistema. Não pretendemos fazer milagres, apenas colocar em suas cabeças
sentimentos fortes, que os ajudem a assimilar melhor tais idéias.
O objetivo deste projeto é
resgatar as memórias de todos os nossos Grandes Vultos, construindo para cada
um deles, um pequeno espaço onde possa ser pesquisada sua vida e suas obras.
Este espaço ficará aberto à visitação pública e principalmente, aos alunos de
nossas escolas e ginásios.







Meu caro João !
ResponderExcluirConcordo com suas aspirações.
Uma escola no centro da cidade é algo incompreensível.
Resistências sempre haverão, mas este este é um caminho de muito bom senso.
Além disso, o Museu somente estará vivo e acima dos políticos que venham por ai, independentemente se gostam ou não de cultura e memória, quando for plenamente utilizado em toda sua extensão.
Vamos à luta e transformar nossos marcos históricos não apenas valores culturais, mas também em locais auto-suficientes, mantidos por suas próprias receitas. Acontece desta forma em outras cidades, por que não aqui ?
Abração meu caro !
Obrigado meu grande amigo por suas palavras incentivadoras. Eu sei que falei muita asneiras,em levando conta a atual situação financeira da cidade, cuja a Santa Casa está vivendo dias de penuria. Mas, colocando esta situação em dia, poderia fazer um plano de avanço no turismo e ir resolvendo as coisas aos poucos. Tem coisas no projeto que a Prefeitura poderia agir sem gastar praticamente nada. Estou falando sobre o horto e o colegio Arnolfo. Uma vez me falaram lá na Amsted a quantia que por mes era pago de impostos à Prefeitura e eu fiquei bobo só de pensar que só com o que ela contribuía (Amsted) daria para tocar a prefeitura com as "mãos nas costas". Mas, obrigado por ler-me. Eu vou fazendo assim. A ideia de Musica na praça eu lancei há uns 16 ou 16 anos, hoje eu não sei porque não saio à noite mais, eu cheguei a ver uns conjuntos artisticos apresentarem lá. Se o projeto acabou eu não sei. O Portal da cidade foi pedido por mim junto com a musica na praça, hoje é realidade... e assim vai, amigo. aos poucos a gente consegue... o importante é plantar a semente.
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