domingo, 10 de julho de 2016

Cruzeiro - Polo Turistico


Em Cruzeiro, eu te amo, apresento a sugestão do projeto,
                

                     
                         CRUZEIRO: POLO TURÍSTICO


                               Todos nós temos consciência da relevada importância, que desfruta a antiga residência de nossa ilustre matriarca, carinhosamente conhecida como Dona Tita.                                              Este casarão histórico, foi o marco inicial, o pilar principal ou a grande “viga mestra”, que por sobre ela, deu-se inicio ao antigo POVOADO DA ESTAÇÃO, terra de nossos ancestrais. 
                                      Também é de nosso conhecimento, e não poderia ser diferente, que muitas decisões importantes foram tomadas naquele sítio, que viabilizaram sem duvida nenhuma, os primórdios desta auspiciosa e hospitaleira cidade à qual orgulhosamente pertencemos.                                    
                                      Portanto, em vista do exposto acima, colocar-me-ia na condição de “sentenciado”, se não concordasse em gênero número e grau, com a decisão de transformá-la no atual MUSEU  de nossa cidade.
                                Mas em que pese o alto valor histórico e os motivos fortíssimos, que fizeram o poder público rotulá-la com esta honrada finalidade, acabou a cidade de Cruzeiro ficando sem o seu museu de VERDADE. E neste embalo de descuidos, encontra-se confinado em um salão dentro deste mesmo casarão, um dos maiores acervos históricos que uma cidade pode se dar ao luxo de possuir. E o qual, se encontra em perfeito estado de conservação.

                                 De bom também neste local, fica a secular figueira, patrimônio da cidade, que bem poderia ser um cartão postal de Cruzeiro, se não ficasse por demais escondida pelo arvoredo que a circunda.



                                 Por outro lado, a nossa querida ESCOLA ESTADUAL ARNOLFO AZEVEDO, funciona num prédio antiqüíssimo, que fora construído no inicio do século (1912), para atender as necessidades de uma escola igualmente de sua época. Portanto, embora sabendo que haverá sempre alguém que  discordará de mim, acredito que para uma escola contemporânea, o prédio hoje se encontra  muito aquém de atender satisfatoriamente esta necessidade, no que tange uma melhor distribuição de salas de aulas, salas para computação, salas de projeção, auditórios, instalação de cabos elétricos, etc. Sem contar ainda que onde ele se situa, expõem muito perigosamente ao trânsito diário, seus alunos menores que freqüentam o curso primário. 

                                   Baseado nestas necessidades prementes que certamente esta escola necessita, e que já não é de hoje. E sabendo que o prédio em que  funciona atualmente, representa na verdade mais uma PRECIOSIDADE ARQUITETÔNICA  do Município de Cruzeiro. E ainda, que constitui verdadeiro crime contra a municipalidade cruzeirense, qualquer tentativa em redimensioná-lo ou simplesmente tentar modificá-lo, para que venha atender as necessidades do ATUAL currículo escolar. Torna-se, portanto necessário, procurar um novo lugar onde o ensino possa ser atendido com a seriedade que lhe é devida. 
                                  Como bom munícipe (pelo menos eu penso que sou), e conhecendo as aspirações de nossa população em querer transformar nossa cidade num POLO TURÍSTICO, resolvi então dar o pontapé inicial neste sentido. E dando asas à minha imaginação, proponho a concretização deste sonho num projeto, que à primeira vista, pode até ser tomado como utópico, mas se bem examinado, verão que ele é perfeitamente viável. Assim pensando, descreverei abaixo seu conteúdo.
                                                        

DO PROJETO


                                     É sabido que todos os alunos desta escola (e são muito poucos), moram nos bairros da periferia da cidade. Os alunos que moram no centro, estudam em colégios particulares. Sendo assim, basta transferi-los para as escolas de seus bairros de origem. Dessa forma então, ficaríamos desimpedidos para efetuar as mudanças seguintes.



                                      Transformação da Fazenda, em um HORTO FLORESTAL. Para isto, torna-se necessário contratar um paisagista (e aqui na cidade tem vários), para que o local seja devidamente decorado com plantas exóticas e ao mesmo tempo, raras. Manter a figueira secular, mas livre dos arbustos comuns ali existentes. Traçar  ruelas  por entre os canteiros. Assentar bancos ao longo de suas ruas. Construir uma fonte luminosa bem no centro ou um lago de águas cristalinas para criação de peixes ornamentais. Construir um sanitário público, mas de padrão mais exigente. Projetar um orquidário circular e fechá-lo com vidros, de forma a deixar expostas à visitação publica, suas espécies ali cuidadas. 
                                    Em longo prazo, poderá também ser construído um teleférico, que circunde a área do HORTO FLORESTAL, explorando o maravilhoso cenário da SERRA DA MANTIQUEIRA ou, fazê-lo um pouco mais extenso, para que partindo do HORTO, leve passageiros para os pedalinhos do BOSQUE.


                                   1 -  O casarão, este poderá expor seu mobiliário antigo e ainda receber doações de relíquias, que por certo existem em poder dos habitantes mais antigos e abastados da cidade e da  região (para isto buscaremos o apoio dos Jornais e das Rádios locais). Na verdade, o casarão voltaria a ter a finalidade que sempre teve, ser uma FAZENDA MUSEU dentro do HORTO FLORESTAL. 

                                    2 - Transformação do Prédio onde funciona a atual ESCOLA ESTADUAL ARNOLFO AZEVEDO, em MUSEU HISTÓRICO DE CRUZEIRO. Dessa forma, o projeto alojará o museu em algumas salas separadas, como por exemplo, uma sala, com os documentos e fotografias do período que antecedeu e que durou o POVOADO DA ESTAÇÃO, outra com o período pós POVOADO DA ESTAÇÃO  até a CRUZEIRO de hoje, outra com os motivos ferroviários (ABPF) e THE MINAS AND RIO RAILWAY, em outra, a imprensa local, contando os fatos desde os primórdios, até a data de hoje, em outra o FRIGORIFICO, e em outra a REVOLUÇÃO DE 1932, e não se pode esquecer das demais firmas como Café Solúvel e FNV.  E assim por diante.

                                   3 - Todas as salas devidamente enceradas e cada GRANDE VULTO DE CRUZEIRO, terá ali seu “cantinho” particular. Na maioria dos casos (e sempre que isto for possível), seriam envolvidos os descendentes destes grandes ícones para cooperar nos gastos para confecção destes “cantinhos”, que serão sempre iguais e padronizados . Demais atividades culturais e ou, problemas concernentes à sua existência, seria administrado pela diretoria, que por sua vez, será renovada a cada dois ou três anos.  O processo de abertura dos cantinhos, nunca será fechado, e  de inicio começaria a trabalhar com alguns nomes, como por exemplo: Da. Tita, Coronel José de Castro, Da. Albertina, Nicolino Ferrari, Pedro Gussen,  Sebastião Pinto, Geraldo Prado Galhano, Dr. Othon Barcellos, Teodoro Quartin Barbosa, Major Hermógenes, Antônio Conde, Da. Aurora Mota, Virgilio Antunes, Carlos Borromeu, José Campos, Luis Quartim Barbosa, Maestro Lyrio Panicalli, Major Novaes, Capitão Neco, Nesralla Rubes, Dr Carlos Varella, Dr Isaac Cerquinho, Eduardo Werneck, e outros.



                                  4 - O trem de ferro, se acompanhado mais de perto, poderá ser feito estações ao longo do seu trecho até o Túnel da Serra. Estações estas que não faltariam motivos, para torná-las verdadeiros pontos turísticos. Ex. Estação das Flores, Estação dos namorados, Estação Japonesa, etc.
                                     
                                   Os museus DEVEM sempre que possível se situarem  bem no meio do movimento maior das  cidades, para que possam despertar interesse aos visitantes. E no nosso caso, como possuímos esta alternativa, se levarmos o museu para o centro da cidade, ele por si só, se tornará mais atrativo e ao mesmo tempo mais rentável.

                                   Para tudo na vida, tem que haver um começo. Posso até estar sendo pretensioso demais, ao me achar capacitado para desenvolver um projeto tão sério e tão complexo como este. Mas, se todo mundo tiver este pensamento, o Projeto “CRUZEIRO, POLO TURÍSTICO”, nunca sairá definitivamente das cabeças de quem reclama. 
                                   Por outro lado, tenho absoluta certeza, de que se eu conseguir juntar algumas cabeças pensantes em torno de uma mesa e imbuídos deste mesmo ideal, este projeto sairá melhor do que estas linhas que mal acabo de redigir. Sei que encontraremos resistência por partes de alguns grupos isolados, pois todo movimento polemiza de alguma forma. Mas também creio firmemente, que uma boa Diretoria saberia sem duvida alguma, encontrar as saídas necessárias,  para que o projeto  decolasse e não morresse depois de iniciado. 


“TURISMO É A MELHOR INDUSTRIA QUE PODEMOS TRAZER PARA NOSSA CIDADE, PORQUE GERA EMPREGO, CIRCULA DINHEIRO E NÃO POLUI COM CHAMINÉS O MEIO AMBIENTE” 

                                  A memória de uma cidade pode ser esquecida... com o tempo. Cabe, portanto a nós, cidadãos, exercendo nossa cidadania cuidarmos para que tal estado de coisas, jamais aconteça. 
                                 Nossa juventude é abalroada todos os dias por uma verdadeira avalanche de maus exemplos, sempre rotulados de heróis por uma mídia cada vez mais interesseira e capitalista –  heróis de barro. E a cada dia esta avalanche se torna mais sofisticada e objetiva, enquanto nossos jovens, por falta de parâmetros sólidos, se tornam presas cada vez mais fáceis, deste sistema. Não pretendemos fazer milagres, apenas colocar em suas cabeças sentimentos fortes, que os ajudem a assimilar melhor tais idéias. 
                                 O objetivo deste projeto é resgatar as memórias de todos os nossos Grandes Vultos, construindo para cada um deles, um pequeno espaço onde possa ser pesquisada sua vida e suas obras. Este espaço ficará aberto à visitação pública e principalmente, aos alunos de nossas escolas e ginásios.


2 comentários:

  1. Meu caro João !

    Concordo com suas aspirações.
    Uma escola no centro da cidade é algo incompreensível.
    Resistências sempre haverão, mas este este é um caminho de muito bom senso.
    Além disso, o Museu somente estará vivo e acima dos políticos que venham por ai, independentemente se gostam ou não de cultura e memória, quando for plenamente utilizado em toda sua extensão.
    Vamos à luta e transformar nossos marcos históricos não apenas valores culturais, mas também em locais auto-suficientes, mantidos por suas próprias receitas. Acontece desta forma em outras cidades, por que não aqui ?
    Abração meu caro !

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  2. Obrigado meu grande amigo por suas palavras incentivadoras. Eu sei que falei muita asneiras,em levando conta a atual situação financeira da cidade, cuja a Santa Casa está vivendo dias de penuria. Mas, colocando esta situação em dia, poderia fazer um plano de avanço no turismo e ir resolvendo as coisas aos poucos. Tem coisas no projeto que a Prefeitura poderia agir sem gastar praticamente nada. Estou falando sobre o horto e o colegio Arnolfo. Uma vez me falaram lá na Amsted a quantia que por mes era pago de impostos à Prefeitura e eu fiquei bobo só de pensar que só com o que ela contribuía (Amsted) daria para tocar a prefeitura com as "mãos nas costas". Mas, obrigado por ler-me. Eu vou fazendo assim. A ideia de Musica na praça eu lancei há uns 16 ou 16 anos, hoje eu não sei porque não saio à noite mais, eu cheguei a ver uns conjuntos artisticos apresentarem lá. Se o projeto acabou eu não sei. O Portal da cidade foi pedido por mim junto com a musica na praça, hoje é realidade... e assim vai, amigo. aos poucos a gente consegue... o importante é plantar a semente.

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